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ESTUDANTE DA REDE PÚBLICA DESBANCA DIFICULDADES E CHEGA A USP-SP


Aluna de escola pública conta ao PORTAL VALLE como foi seu caminho até a aprovação para o Gestão Ambiental


Por Chico Duvalle (Matéria Especial) 



Entrar em uma universidade pública como a USP- São Paulo, é um desafio, seja para quem estuda em colégios particulares ou rede pública de ensino, para alunos da rede pública o sonho talvez pareça mais distante. Mas isso não significa que seja um sonho impossível, principalmente para a adolescente Vitória Souza Diniz, de 17 anos, que prestou vestibular pela primeira vez e alcançou o objetivo, obtendo 880 pontos em redação e garantido o passa-porte para o ensino superior em alto estilo.

O PORTAL VALLE, descobriu relatos inspiradores dessa baiana que nasceu em Irecê e desde o ensino fundamental reside com os pais em Luís Eduardo Magalhães, aqui ela quebrou todos os protocolos e alcançou o sonho idealizado ainda criança. 

Até dezembro ela era estudante do ensino médio da Escola Estadual Constantino Catarino de Souza, uma das mais importantes escolas de ensino médio da cidade, agora ela é para orgulho de todos os professores e colegas de sala de aula, universitária da USP – Universidade de São Paulo, uma das mais importantes Universidade do País. 

A conquista fez jus ao próprio nome, Vitória, que ao longo dos anos soube enfrentar as dificuldades do dia, debruçada entre os livros, mas chegou lá. 

“Só quem é de escola pública sabe a dificuldade de ser aprovado em um vestibular concorrido”, diz Vitória Diniz, de Luís Eduardo Magalhães(BA), a estudante contou a nossa reportagem que começou a traçar esse caminho em 2017, na época ela conta que solicitou da direção da escola Constantino uma doação de livros antigos de todo o ensino médio, prontamente atendida, ela passou a usar o material na preparação para o ENEM 2018. 

Vitória contou a nossa reportagem que no final de 2017 fez uma revisão básica de matemática para solidificar a base que já possuía, a partir dai, iniciou oficialmente os estudos para o exame 

Ela lembra que quando começaram as aulas do 3º ano do ensino médio (turno matutino) sua rotina vespertina de segunda a sexta consistia em estudo das 13:00 horas às 21:00, com uma hora de pausa (17 horas), além disso reservava as duas últimas horas desse período para revisar e fazer as atividades escolares, foi ai que conseguiu avançar. 

Vitória queria mais, estava focada, aos, sábado ela reservava os turnos para mais estudo e escrita de redações (no mínimo uma por semana), as quais foram até o primeiro semestre corrigidas essencialmente por minha professora de redação a Leotelma, contudo, com as primeiras avaliações da escola conclui que ela ficaria muito sobrecarregada ao corrigir o total de texto dissertativo que escrevia. 

Antes, Vitória começou a trabalhar e como Jovem Aprendiz conseguiu juntar uma grana, foi ai que teve a ideia de comprar alguns créditos de correção on-line na plataforma Imaginie. Nem aos domingos ela dava trégua, pela manhã ela dedicava às revisões do conteúdo estudado na semana, por intermédio de exercícios e elaboração de fichas bem resumidas. A pausa era somente para o almoço, a partir de então ela simulava com as provas antigas do ENEM e cronometragem, como seria o desempenho e estratégias para o dia oficial e no período noturno corrigia os simulados realizados. 

“Confesso que essa rotina não era flexível” brincou. “Todavia minha forma de diversão era ler livros de gêneros variados (algo que amo) e assim, ao mesmo tempo, aumentar minha bagagem sociocultural, a qual foi complementada pela pesquisa de leis, atualidades, acompanhamento do Salto para o futuro que debate temas essenciais, além do estudo de teorias e pensadores sociológicos e filosóficos aplicados em minhas produções textuais de forma parafraseada e com base em minha concepção, ou seja, não decorava frases de autoridades” completou Vitória. 

Vitória contou outros aspectos fundamentais para esse resultado foram o acompanhamento psicológico-devido a cobrança excessiva e aprimoramento pessoal—, psiquiátrico já que possuo o Transtorno de Ansiedade Generalizada, ela ressaltou ainda apoio da família (especialmente minha mãe) e de todos os meus mestres do Colégio Estadual Constantino Catarino de Souza, que contribuíram com sua vitória. 

O que pensa sobre o lixão de Luís Eduardo Magalhães: 

Sobre o Lixão de Luís Eduardo Magalhães, a estudante em Gestão Ambiental da USP, disse que todo lixão, de acordo com as leis brasileiras, é ilícito e, por conseguinte, representa uma falta de preparo das gestões e completo descaso pelo meio ambiente e saúde dos indivíduos, para Vitória, os investimentos em aterros sanitários são imprescindíveis e urgentes, em alguns municípios falta habilidade política, disse Vitória. Em relação a Luís Eduardo Magalhães ela lamentou, mas disse que acredita que vai ser resolvido. 

Vitória embarca para São Paulo na próxima sexta-feira, 01, na capital paulista ela deve ficar na residência de uma tia, mas como na sua vida nada fácil, não lhe custará nada lutar pelos auxílios oferecidos para os alunos do Campus EACH. 

QUEM É VITÓRIA? 

Nome: Vitória Souza Diniz 

Curso: Gestão Ambiental – USP-SP 

Naturalidade: Irecê – BA 

Atualmente: Reside em Luís Eduardo Magalhães 

Pré-escola: Escolinha municipal Nossa Infância – Irecê – 2005 à 2006 

Fundamental: Escola Tenente Wilson – Irecê – 2007 à 2011 – 1º ao 4ª 

Fundamental: Escola Municipal Onero Costa da Rosa de 2012 a 2015 (5ª ao 9º) 

Ensino Médio: Colégio Estadual Constantino Catarino de Souza ( 2016-2018). 

2019: Chega a USP-SP



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