STJ NEGA SOLTURA 'CONSELHEIRO' DA GUINÉ-BISSAU PRESO NA FAROESTE



Adailton Maturino é acusado de ser o autor de esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia

Agência Estado

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de soltura apresentado pela defesa de Adailton Maturino, "conselheiro" de Guiné-Bissau e réu na Operação Faroeste, que mirou em esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Maturino é considerado peça-chave e foi denunciado como mentor dos crimes. Ele foi diagnosticado com o novo coronavírus, razão que solicitou remoção para um hospital de sua escolha.Por unanimidade, a Corte Especial entendeu que a prisão não representa risco de saúde ao acusado e por isso não haveria razões para a soltura. A decisão atende a uma manifestação do Ministério Público Federal, que afirmou não haver indicação médica que justifique a transferência dele para uma unidade de saúde. O "conselheiro" foi atendido no Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília, e liberado após ser descartado riscos de complicações.Maturino é indicado pelo Ministério Público Federal como mentor da "teia de corrupção" que teria sido instalada na corte baiana. Ele é um dos 15 denunciados na Faroeste, ao lado de quatro desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia - incluindo o presidente afastado, Gesivaldo Nascimento Britto. Ele se tornou réu neste mês após o ministro Og Fernandes aceitar a denúncia da Procuradoria.Após a decisão, a defesa do "conselheiro" encaminhou pedido de reconsideração ao STJ, solicitando que reveja a decisão "por razões humanitárias". Segundo os advogados de Maturino, a Procuradoria apresentou manifestação com "insinuações e conclusões equivocadas" que induziram a Corte ao erro, apontando que trecho de laudo médico que recomendava a internação de Maturino teria sido "omitido" pelo Ministério Público Federal.
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Sobre CHICO DUVALLE

Chico Duvalle - Jornalista DRT-MA 1741 / Radialista DRT-MA 1008
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